Mas quem sou eu para ser coach?

Quero muito lançar as sessões de coaching oficialmente. Apenas o fiz de forma mais subtil para dar essa prova a mim mesma de que conseguia. Já está, foi só disponibilizar esse serviço no meu site. Até foi simples, certo?

Mas quem sou eu para ser coach? Quem sou eu para fazer sessões de coaching? Será que o posso fazer só porque terminei a certificação? Ou é preciso mais? Será que é preciso ser a coach perfeita para me lançar?

Luto há tantos anos com esta busca pela perfeição, é como se tivesse um chicote invisível que uso em mim mesma, todos os dias. Nunca me sinto suficiente, falta sempre alguma coisa. Sempre, sempre, sempre. Ainda assim acabo por fazer, pois sei que sou uma fazedora nata, nasci com esta vontade enorme de fazer acontecer, de inventar e de criar coisas. Acho que se não fosse isso, estaria lá na outra vida, como eu lhe costumo chamar.
Às vezes não sei o que é preciso, se é esperar mais algum tempo ou se é simplesmente lançarmo-nos às feras e assim ir ganhando experiência.

Uma coisa percebi, só faz sentido assim, abrir-me e falar dos meus demónios, daquilo que me consome todos os dias e com o qual luto há vários anos. Talvez o problema seja esse, estou a lutar, a resistir e não estou a aceitar. A aceitar a sombra. A aceitar estas partes de mim mesma. Daquilo que tenho lido nestes dias de maior reflexão, é que só quando largamos, quando deixamos ir, quando paramos de resistir, essas partes são integradas no todo, são aceites como fazendo parte de quem somos (foi o que aconteceu com a Ana adolescente, certo?)
Então o que falta para eu aceitar quem sou?
Escrever sobre isto, partilhar, torná-lo visível e, por isso, real. É isto, está aqui, eu mostro-te.
Acredito que a minha profissão e a minha missão são uma forma de eu trabalhar tudo isto em mim. Tudo aquilo que vivi era o que mais precisava para chegar até aqui.

Talvez tenha vivido tudo demasiado rápido. Depois de ter feito grandes mudanças (limpezas) na minha vida tudo voou a seguir, foi como se estivesse a recuperar o tempo perdido. E talvez isso não me tenha permitido integrar devidamente as experiências. Ou então tinha mesmo que ser assim para me permitir descobrir ainda mais, para conseguir regressar a casa, para voltar à minha essência. Tudo o que estou a viver está a permitir-me lá chegar. Sinto que estou perante mais um salto de consciência. Pronta para ir mais fundo.
E sinto também que fazer isto pelos outros é permitir-me mergulhar ainda mais. Só te conseguirei levar onde já fui, isso é certo. Mas acredito acima de tudo que não é preciso tanto esforço, que a vida pode ser leve, que nem tudo implica sofrimento, nem tudo tem que ser difícil e pesado. E é por isso que partilho contigo aquilo que já experienciei e experiencio.

Desejo profundamente que todos sejamos felizes e que tenhamos uma vida plena e leve. Acredito que de mão dada vamos mais longe. Eu que durante tantos anos não pedi ajuda, não falei, não desabafei. Se o tivesse feito tanta coisa teria sido diferente… mas foi sempre a máscara da mais forte que venceu. Tenho conseguido tirar pedaços dessa máscara ao longo dos anos, e acredito que aquilo que tenho partilhado está a permitir-me retirar os últimos pedaços dessa máscara. Eu não quero ser forte, eu não quero saber tudo, eu não quero conseguir fazer tudo sozinha, eu não quero aguentar tudo, eu simplesmente quero viver sem esforço, quero viver leve e plena, é “só” isso!
Se eu te posso lá levar eu não sei, mas que quero muito fazê-lo, ai isso eu sei!

Esta fotografia foi tirada pela minha querida “enteamada” (enteada) depois de lhe ter explicado que precisava de uma foto para falar do meu trabalho e precisava muito que ela me ajudasse ❤️

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    Ana Milhazes, Socióloga, Formadora, Instrutora de Yoga, fundadora do Lixo Zero Portugal

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