Este ano decidi, uma vez mais, assumir uma posição clara: não vou oferecer nem receber presentes no Natal. Quero marcar a minha posição contra o consumismo exagerado que domina esta época e destacar o impacto real das nossas escolhas.
Vivemos tempos de excessos – festas de aniversário com decorações dignas de casamentos, balões descartáveis por todo o lado, compras impulsivas de produtos baratos. Mas baratos para quem? A que custo para o planeta, para as pessoas que produzem esses artigos, para os recursos naturais? Muitas vezes não pensamos no ciclo completo: como esses produtos foram feitos, que materiais foram usados, quanto tempo vão durar e, no fim, como serão descartados. Recicláveis? Provavelmente não. Vivemos como se cada dia fosse o último, ignorando o impacto a longo prazo.
Admito que, por vezes, fico triste, frustrada, até irritada. Parece que ninguém vê o que eu vejo. Respiro fundo e lembro-me de que não estou sozinha. Esta luta é coletiva. Somos muitos os que queremos mudança, ainda que nem sempre alinhados em tudo. O que nos une é maior do que as nossas diferenças, e é aí que nos devemos focar.
O simples ato de nos mantermos calmos e presentes quando falamos destas questões com amigos ou familiares também faz parte da mudança. Não temos que ser perfeitos, mas também não podemos ignorar o nosso papel enquanto habitantes deste planeta. Cada escolha de consumo reflete quem somos e tem o poder de transformar o mundo – uma compra de cada vez.
Neste final de ano, deixo este convite: pensa nas tuas escolhas. Inspira outros. Lembra-te de que cada pequena ação conta. E que, mesmo sem presentes, o Natal pode ser pleno de amor, partilha e impacto positivo.
Para mais ideias e inspiração, partilho contigo a nova edição do meu ebook de Natal. É gratuito.
