A minha missão como Coach

Procurei o coaching no final de 2016/início de 2017. Tinha percebido que precisava de mudar algo na minha vida profissional, mas não sabia como!

Queria ter um trabalho que me preenchesse, onde sentisse que estava a contribuir de alguma forma. Achava impossível trabalhar naquilo que amava, achava que isso não pagaria as contas.

Tinha uma série de crenças enraizadas em mim, como “Podemos gostar daquilo que fazemos, mas não podemos gostar assim tanto”, “Os hobbies são hobbies, não se podem transformam num trabalho”, “O trabalho tem que ser duro, tem que custar”, “Eu preciso de continuar a ganhar este salário, não posso viver com menos do que isto”… Poderia continuar aqui horas a fio, a descrever todas as crenças negativas que me limitavam e não me permitiam avançar ou fazer diferente.

Decidi procurar a ajuda da Sofia de Assunção, pois já acompanhava o trabalho da Sofia há muito tempo e sabia que ela tinha passado por uma transição de carreira, exactamente aquilo que esperava um dia ser capaz de fazer.

É preciso muita coragem para se iniciar um processo de coaching, pois é preciso olhar para aquilo que não está bem.
Acredito que a partir do momento em que vamos mais fundo já não dá para ignorar mais. É preciso agir.

Percebi, logo numa fase inicial do processo de coaching que fiz com a Sofia, que várias áreas da minha vida não estavam bem. Escolhi começar pela carreira/trabalho. A mudança tinha que começar por aí. O resto logo se via.

Mas, muitas vezes, não sabemos o que não está bem, não sabemos por onde começar. Apenas sentimos uma enorme inquietação, percebemos que “só estou bem, onde não estou” como dizia a canção. E o coaching ajuda-nos justamente a perceber o que não está bem.

Hoje, como Coach, gosto de começar com alguns exercícios que nos permitem fazer uma análise do ponto em que nos encontramos: o nosso ponto de partida. Uma dessas ferramentas é a pizza da vida, que analisa 12 áreas da nossa vida. Registamos de 1 a 10 qual o nosso nível de satisfação em relação a cada uma delas. E, depois, em conjunto vamos percebendo a área a ser trabalhada no processo de coaching.

Muitas vezes, ao trabalharmos uma determinada área estamos ao mesmo tempo a trabalhar muitas outras, essa é a magia de estar tudo ligado.

Não há satisfação maior do que encontrarmos um sentido, um propósito! Mas para isso é preciso ir fundo, escavar, investigar, reflectir.

Como fiz este trabalho enquanto coachee (cliente de coaching), em diversos momentos da minha vida e ainda continuo a fazê-lo sempre que necessário, sei a coragem, força e energia necessárias para iniciar este trabalho. Mas também sei que a ajuda de um Coach é um grande empurrão ao longo de todo o processo. É a pessoa que está ali sempre a puxar por nós, a querer que vamos mais longe, a questionar se é mesmo assim e se não pode ser assado e que nos pergunta se já pensamos nisto e naquilo. Basicamente, é a pessoa que não nos deixa em paz enquanto não encontrarmos 40 soluções para um problema!

Acredito mesmo que a minha missão enquanto coach passa por contribuir para que todas as pessoas descubram aquilo que as faz verdadeiramente felizes e tenham a coragem de seguir o seu coração. É este o meu mantra antes de iniciar qualquer sessão.

Este é um trabalho que me traz uma enorme satisfação, pois é um privilégio poder ajudar pessoas a transformarem-se e a mudar as suas vidas.

Sei qual é poder do coaching pela minha própria experiência e adorava que todas as pessoas pudessem sentir o mesmo.

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    Ana Milhazes
    Autora • Socióloga • Coach • Activista • Instrutora de Yoga •
    Fundadora do Lixo Zero Portugal

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