Pequenas mudanças, grandes diferenças

Uma das grandes diferenças que noto, nesta fase pós-minimalista (será que posso chamar assim?) é que agora arrumo logo tudo o que desarrumo, por exemplo, após as refeições ou após cozinhar. Antes, nem sempre era assim… Agora, nem sequer penso no que tenho que fazer. Faço e já está! Antes ia adiando a tarefa, sentava-me no sofá a ver tv, ou navegava na net… e depois era muito mais difícil fazer o que quer que fosse! O facto de “parar” fazia-me perder muita energia, depois ficava cheia de sono e não me apetecia fazer nada! O melhor mesmo é relaxar no fim, pois aí sim estamos efectivamente a relaxar!
Acho que isso foi uma das coisas que melhorou imenso com o minimalismo. Faço imensa coisa de forma automática e isso é muito bom! Quando digo de forma automática, não quero dizer que não penso no que estou a fazer ou que não pratico o mindfulness. Simplesmente não penso antes de começar, se me apetece ou não, se faço agora ou se faço mais tarde… Faço e só penso depois! E sinto-me tão bem no final! Sinto que agora consigo fazer mais e melhor! O mesmo acontece com o acordar cedo de manhã. Nem devemos permitir que a cabeça se ponha a pensar, levantamo-nos logo e pronto!
Outra questão relacionada com isto prende-se com as inúmeras decisões que temos que tomar ao longo do dia. Decisões essas que consomem tempo e energia. Uma solução para isto? Automatizar o máximo possível!
Quando li o artigo que saiu na Vanity Fair sobre o Presidente Obama guardei estas palavras pois identifiquei-me totalmente:
“I’m trying to pare down decisions. I don’t want to make decisions about what I’m eating or wearing. Because I have too many other decisions to make. You need to focus your decision-making energy. You need to routinize yourself. You can’t be going through the day distracted by trivia.”
Ao eliminarmos pequenas decisões ou decisões rotineiras, estamos a ganhar energia e foco para outras decisões mais importantes!
Por exemplo, para os almoços faço quase sempre a mesma coisa, a base é sempre a mesma: massa. Costumo variar a massa, mas assim já sei que é massa e é só escolher uma. Quanto ao acompanhamento é simples: legumes e/ou soja ou tofu. O importante é que tenha todos os nutrientes necessários. Por exemplo, combinando uma leguminosa (lentilha, ervilha, grão-de-bico) com cereal (massa) estou a obter proteína.
O mesmo acontece com o exercício físico: deixo a roupa preparada.
A roupa para usar no dia-a-dia também fica geralmente preparada no dia anterior. Neste caso gasto na mesma tempo a decidir, só que faço-o no dia anterior. Então como simplifiquei esta decisão? Com o projecto 333. Agora é muito mais fácil decidir o que vestir!
Isto pode-se adaptar a quase todas as áreas da nossa vida.
Resumindo, o melhor mesmo é simplificar e automatizar o máximo de tarefas:
1.º Simplificamos o máximo possível: será isto realmente necessário? Posso eliminar esta tarefa? Posso simplificá-la (fazer de outra forma, utilizar menos recursos)? Posso juntá-la com outra tarefa? 
2.º Criamos novos hábitos / novas rotinas (se for necessário) e adaptamos o que for necessário
3.º Automatizamos: preparamos tudo antes de forma a que a nossa mente nem tenha oportunidade de pensar (leia-se fugir) na (da) tarefa. 
Não esquecer: modo automático não é sem pensar! 
Devemos praticar o mindfulness e fazer tudo calmamente, saboreando o momento 🙂
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    Ana Milhazes
    Autora • Socióloga • Coach • Activista • Instrutora de Yoga •
    Fundadora do Lixo Zero Portugal

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