Hoje, senti-me criança novamente. Sempre adorei olhar para o céu, observar as nuvens e tentar adivinhar as suas formas. Mais alguém? 🙋🏻♀️
O dia foi longo e cansativo, com muitas tarefas a exigir a minha atenção, a saltar de projeto em projeto. Ao fim do dia, a sensação de exaustão tomou conta de mim e acabei mesmo por sair de um evento online a que estava a assistir.
Terminado o dia de trabalho, fui até lá fora. Queria simplesmente respirar, observar o céu e despedir-me do sol.
Quem trabalha horas a fio em frente ao computador sabe como é necessário esse momento de pausa, o quão revigorante é sentir o espaço, o vazio e ver o céu.
Fiz um chá, fui até à varanda, e sentei-me. Só quando observei as nuvens é que percebi como estava acelerada.
“Quem me dera ser nuvem e andar àquele ritmo”, pensei. Elas movem-se lentamente, sem pressa, indiferentes ao que acontece à sua volta.
E nós? Constantemente pressionados para fazermos mais, em menos tempo.
Eu própria, que tomei a decisão de mudar de vida, de abandonar o que não me fazia feliz para encontrar mais tranquilidade, vejo-me, tantas vezes, a ser arrastada por esse ritmo alucinante. Como se tivesse que me recordar, a cada dia, qual é a velocidade a que quero andar e o que é importante para mim, para não me perder nesse turbilhão.
Não tenho respostas mágicas, mas sei que a natureza me ensina a desacelerar, a observar, a sentir, a viver a outro ritmo. E é isso que quero: ser nuvem. Quero viver devagar. ☁️
A natureza é o meu lembrete diário de que a calma também é um caminho, mesmo que seja apenas o caminho de alguns. ❤️
